No dia 25 de Julho de 1976, aproximadamente 34 anos atrás, a primeira das duas espaçonaves do projeto Viking, o mais ambicioso desenvolvido até então pelos norte-americanos para exploração do planeta Marte, obteve aquela que seria a primeira imagem da chamada Esfinge Marciana.  A foto tomada pelo módulo orbital da Viking 1, à uma distância de 1.873 quilômetros, não deixava dúvida, que existia na planície de Cydonia, situada no hemisfério norte do planeta, algo que aparentemente “não deveria estar ali”:  a imagem de um rosto humano gigantesco com 1.580 metros em seu eixo maior, e uma altura estimada em cerca de 400 metros. Para complicar ainda mais as coisas, esta imagem, classificada como foto 35A72, revelava ainda a existência na mesma região do que pareciam ser ruínas de um complexo de estruturas artificiais, onde se destacavam o que pareciam ser restos de antigas pirâmides.

Apesar da clareza da fotografia, o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), responsável pelo projeto, divulgava já no dia 31 de julho de 1976 uma nota acompanhada por uma foto ampliada da Face (Press Release P-17384), onde afirmava que estávamos diante apenas de um efeito de luz e sombra, que havia gerado a ilusão de estarmos diante de uma estrutura artificial com a forma de uma cabeça humana.  O fato é que além dessa primeira imagem, e de todas as tentativas de encobrir a importância dessa descoberta, cujas implicações para o futuro da exploração do planeta eram inegáveis, o próprio projetoViking conseguiu mais três fotografias da mesma região, e em todas elas a Face aparecia de maneira evidente, ou seja, não havia nada que indicasse que estávamos diante de uma ilusão, pelo contrário.  Tinha início um processo de acobertamento em larga escala dentro do programa de exploração do planeta Vermelho.  Além da negativa direta de estarmos diante de algo artificial presente no referido release, a NASA, usando o artifício de liberar um close da Face, eximiu-se de apresentar e dar destaque a existência das outras estruturas também fotografadas na mesma região.  Seria mais difícil convencer a mídia e o povo norte-americano, que em uma única foto ou imagem da Viking o acaso havia produzido vários efeitos ilusórios.

Apesar de existirem imagens curiosas de outras estruturas obtidas antes pela sonda Mariner 9, que havia entrado na órbita marciana em 1971, não há dúvida que foram as fotos de Cydonia obtidas em 1976, que abriram uma ampla discussão sobre a possível existência em passado remoto de um antiga civilização avançada em Marte.  A Face de Cydonia, principalmente, passava a ser uma espécie de ícone dentro do assunto, e justamente por isto se tornaria uma espécie de alvo prioritário da NASA.  Algo a ser destruído, desqualificado, mesmo se fosse necessário algo bem mais escuso e imoral, que as manobras iniciais do JPL. Se este objetivo não fosse atingido todo o programa espacial para o planeta e sua cobertura de sigilo estaria em risco.  Era preciso afastar o interesse do público, e da mídia em geral.  Mais do que isto, da própria comunidade científica, coisa que de certa maneira foi conseguida com a ajuda do fracasso da missão seguinte, a da Mars Observer, que momentos antes de entrar em órbita do planeta, em 1993, foi declarada perdida e desaparecida.cydonia2

Mas mais de vinte anos depois, com a entrada em órbita da Mars Global Surveyor  (11 de setembro de 1997), os mentores do acobertamento e seus representantes dentro da NASA deram uma cartada decisiva para tirar o interesse da mídia e afastar a população do que estava prestes a acontecer. Tanto seus cientistas, como vários outros que já tinham feito denúncias contra o acobertamento das imagens do programa de exploração do planeta, sabiam perfeitamente que, com o nível de definição das câmeras daMGS o “véu finalmente cairia”. Mas o que aconteceu poucos dias depois foi um dos mais vergonhosos atos perpetrados nos EUA contra a consciência de seu povo, e porque não dizer da humanidade.

Logo após fotografar Cydonia, a região onde em 1976 havia sido fotografada pela Viking por várias vezes a polêmica imagem da Face, a estrutura semelhante a uma cabeça humana fitando o céu, a agência espacial chamou a imprensa e liberou uma imagem surpreendente onde nada ou quase nada podia ser visto, que segundo as declarações oficiais da NASA, apresentadas conjuntamente com a foto, comprovava que oRosto, como também passou a ser conhecida, simplesmente não existia como uma estrutura. Tudo não passava, como oficialmente já era dito desde sua descoberta, de uma ilusão.

Recordo-me perfeitamente de ter assistido este triste espetáculo inclusive nos telejornais da época em nosso país. O que mais me surpreendeu foi a facilidade que tanto a mídia, e expressiva parcela da população encararam o que estava sendo oferecido. Coisas deste tipo acontecem e são planejadas a partir da idéia de que boa parcela da humanidade pode ser facilmente manipulada mediante o nível de percepção de suas mentes, o que na verdade sabemos está muito próximo da realidade. Como conseqüência deste “espetáculo”, percebo ainda hoje, para minha surpresa, inclusive alguns colegas de nossa própria área, apresentarem a referida estrutura (face) como um engodo. Para agirem assim devem desconhecer todos os estudos que já foram realizados por várias personalidades, inclusive do mundo astronômico e acadêmico, especialistas em ótica, processamento de imagens, entre outros, que já divulgaram seus estudos técnicos. O que a NASA fez até hoje em contrapartida: disse não, não existe nada! Por acaso algum dia a NASA declarou que os UFOs existem?

Descoberta da Fraude

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Mas como de costume a fraude foi logo descoberta, mas também como acontece normalmente, tal constatação foi ignorada quase totalmente pela mídia e pela população desatenta. A nota oficial da agência (NASA) foi manchete, a denúncia sobre a fraude esquecida. O JPL havia além de ter fotografado pela primeira vez na referida missão a Face na mais desfavorável posição possível em termos de inclinação, tinha suprimido na hora de “montar” a imagem todos os recursos básicos utilizados normalmente no processamento de imagens espaciais. Para que se tenha uma idéia de como a foto foi manipulada pela NASA, basta dizer que depois da descoberta da fraude justamente por aqueles que sempre denunciaram o acobertamento, foi utilizada em seguida uma imagem aérea do Pentágono para demonstração do que havia sido feito. Passada pelo mesmo processo de desfiguração e nível de definição utilizado na imagem doRosto, o centro do poder militar norte-americano ficou simplesmente irreconhecível.

Com a reconstituição da devida definição, e a utilização dos recursos normais, básicos do processamento de imagens, a primeira foto da Face conseguida depois de mais de vinte anos, como declarou posteriormente a imprensa o astrônomo norte-americano Tom Van Flandern, do US Naval Observatory, comprova de maneira definitiva que estamos diante de uma estrutura artificial. Flandern, falecido recentemente, chegou a fazer um detalhado depoimento revelando os motivos e detalhes que o levaram a esta conclusão, apresentando tudo posteriormente na forma de uma conferência pública em Washington em maio de 2001, em que teve o apoio de outros especialistas (físicos, geólogos, etc.).

Com o efeito gerado pela manobra relativa à foto da Face de Cydonia, e com a mídia acompanhando à distância a missão, a NASA mediante a MGS deu seguimento ao mais extraordinário processo de mapeamento fotográfico do planeta Vermelho, que permitiu não só documentar de maneira evidente os sinais da antiga civilização nos locais antes já vislumbrados, como a detecção de outras ruínas e sinais de estruturas gigantescas, que aparecem preservadas nas fotos, como se fossem coisas em atividade na atualidade. Como continua a fazer até hoje, vez por outra, mediante seus press releases chamava a atenção para algumas imagens sem maiores implicações.

Fonte: Revista UFO

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