Os planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis são provavelmente comuns e, diante disso, nossa pergunta segue sendo a mesma: estamos sozinhos?

 Na verdade, a busca por vida alienígena tornou-se a missão máxima da próxima geração de telescópios e missões espaciais a Marte e além. Mas poderia nossa busca por ETs ser ingenuamente otimista?

Em pesquisa publicada na revista Astrobiology, há um argumento interessante sobre essa questão da vida alienígena. Os pesquisadores acreditam que a extinção precoce poderia ser o padrão cósmico para a vida no Universo. Isto porque as primeiras condições habitáveis podem ser instáveis.

Persistência da vida é rara

No nosso modelo de planeta, chamado Gaian Bottleneck, os planetas precisam ser habitados para que a vida permaneça. Portanto, mesmo se o surgimento da vida é comum, a sua persistência pode ser rara. Marte, Vênus e Terra eram mais semelhantes entre si em seus primeiros bilhões de anos do que são hoje.

Mesmo que apenas um dos planetas viu o surgimento de vida, esta época coincidiu com um pesado bombardeio de asteroides, que poderia ter espalhado a vida entre os eles. Mas cerca de 1,5 bilhão de anos, após a formação, Venus começou a experimentar o aquecimento descontrolado e Marte passou por um resfriamento.

Interações complexas

Embora o Universo seja cheio de estrelas e planetas propícios à vida, a ausência de sinais extraterrestre sugere que, mesmo que o surgimento da vida seja supostamente fácil, a sua persistência pode ser difícil. Isto é em parte porque as complexidades das interações entre comunidades microbianas que mantêm os ecossistemas estáveis não são suficientemente compreendidos.

Uma das hipóteses é que mesmo quando a vida emerge em um planeta, ela raramente evolui com rapidez suficiente para regular gases de efeito estufa, e, assim, manter as temperaturas de superfície compatíveis com água líquida e habitabilidade.

Fonte: History

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