Nos últimos anos, os cientistas têm feito uma série de descobertas a respeito dos neandertais.

Extintos há cerca de 40 mil anos, eles viviam na Eurásia e, apesar de ser uma espécie diferente, tiveram relações sexuais e conviveram com o homo sapiens por cinco mil anos. Agora, novas evidências sugerem que os neandertais também praticavam rituais religiosos.

 

Recentemente, um grupo de arqueólogos achou vestígios do que eles acreditam ser os restos de um ritual funerário feito por neandertais. A descoberta foi feita em uma caverna da Espanha. Os especialistas encontraram chifres de animais e a caveira de um rinoceronte em volta da sepultura de um bebê da espécie. Eles acreditam que isso indique algum tipo de simbolismo religioso relacionado ao enterro da criança.

Os arqueólogos trabalham com diferentes hipóteses para o significado que os neandertais poderiam dar ao ritual do enterro. Em primeiro lugar, enterrar seus mortos significa que a cognição da espécie era avançada, pois a prática evita a disseminação de doenças e a presença de predadores. Em segundo lugar, a marcação das sepulturas pode indicar que os neandertais cultivavam emoções e procuravam prestar tributo e respeito a seus entes queridos. A hipótese mais fascinante especula que a espécie acreditava em algum tipo de vida após a morte e por isso realiza cerimônias para se despedir dos mortos e encaminhá-los para o além-túmulo.

A descoberta pode ajudar a derrubar alguns mitos a respeito dos neandertais. Acreditava-se que a espécie era mais bruta e primitiva, o estereótipo do “homem das cavernas”. Mas já se sabe que na verdade eles eram bons caçadores e demonstravam habilidades sociais. Além de jogar nova luz sobre os neandertais, o achado também é capaz de ajudar na compreensão da evolução das raízes da religiosidade.


Fonte: NPR.org

Imagem: Procy/Shutterstock.com

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