Vamos dar início a uma série em que abordarei vários temas assim como diversas teorias e indícios de viagens temporais que supostamente já se concretizaram. Assim como existem diversos paradoxos e impossibilidades de se realizar tal façanha, também existem possibilidades é diversas teorias.

A viagem no tempo sempre foi coisa de ficção científica. Mas na realidade estamos constantemente viajando no espaço e no tempo. De acordo com a descrição convencional da teoria de relatividade, as partículas de material se movem através do espaço de tempo de movimento para a frente no tempo (futuro) da massa e a energia total é positiva, e para o lado ou outro do espaço. Claro que isso não é considerado como tempo de viagem, como não temos maneira de controlar a direção da viagem nisso, mas só é programado para se mover a uma velocidade constante.

Uma maneira de fazer progressos ao longo do tempo de forma mais rápida do que os nossos companheiros mortais, seria com a ajuda de um dispositivo que poderia levar-nos através do espaço à velocidade da luz (cerca de um bilhão de quilômetros por hora).

Um aspecto comprovado da teoria da relatividade é que viajar a velocidades próximas a da velocidade da luz provocaria uma dilatação do tempo, altura em que um indivíduo que viaja a velocidade corre mais lentamente.

A partir da perspectiva do viajante, enquanto para as outras pessoas, o tempo parece fluir mais rapidamente, fazendo com que o viajante chega em um ponto posterior no futuro. No entanto, o fenômeno em si não é o que é frequentemente denominado como uma viagem no tempo. Mas com a teoria especial da relatividade de Einstein, poderia explicar uma forma de dilatação do tempo comumente ser chamado de “viagem no tempo”.

Ele afirma que relativamente a um observador estacionário, o tempo parece fluir mais lentamente movendo-se rapidamente para o corpo: por exemplo, um relógio de movimento aparecerá a ficar mais lento, quando aumenta a velocidade e se aproximar da velocidade da luz parece ter parado completamente. No entanto, este efeito só permite “viagem no tempo” para o futuro, nunca para trás.

Este tipo de viagem não é típica de ficção científica, e não há dúvida sobre a sua existência, mas para muitos cientistas, a viagem ao passado pode não parecer impossível, mas sim possível.

Mas, assim como cientistas acreditam nessa possibilidade, também existe muitos cientistas que acreditam que a viagem no tempo em si é impossível. Essa visão é reforçada por um argumento baseado na Navalha de Occam.

Qualquer teoria que permite viajar no tempo requer algumas situações relacionadas ao nexo de causalidade, onde ocorre a presença de diversos paradoxos temporais. O mais famoso dentre os paradoxos é o então conhecido Paradoxo do avô. E se alguém tentar viajar de volta no tempo e matar seu próprio avô, antes mesmo de seus pais nascerem?

Além disso, na ausência de qualquer evidência experimental para resolver esses paradoxos é a então possibilidade da viagem no tempo, é teoricamente mais simples supor que isso não pode acontecer.

O físico Stephen Hawking sugeriu que a ausência de visitantes do futuro constitui um forte argumento contra a existência de viagens no tempo. Isso seria uma variante do paradoxo de Fermi (sobre a negação de “visitantes alienígenas, porque diz que os alienígenas não existem”), em que fala de “viajantes do tempo” em vez de “visitantes alienígenas”.

Dadas estas circunstâncias, outros sugerem, aqueles que sustentam a ideia de  Hawking de que se no futuro o ser humano pudesse voltar no tempo, ele não poderia voltar para um espaço anterior do momento do desenvolvimento desta máquina do tempo, pois ela não haveria, portanto só poderia voltar ao passado até quando a maquina do tempo foi criada.

universos paralelosTambém foi sugerido a teoria de Universos Paralelos, que estaríamos viajando de volta não nesse universo, mas sim em um universo paralelo. Com isso não estaríamos viajando para o nosso próprio passado, mas em uma cópia do mesmo, mas com uma diferença, seriamos um turista espacial. Teríamos então, de ter dois espaços temporários simultaneamente: um onde o viajante temporal sai para chegar a um outro em que é a cópia do universo de origem.

Esta seria uma hipótese para os discutirmos a existência dos paradoxos temporais, pois não os colocariam mais nas impossibilidades de se viajar no tempo. Não afetaríamos a nossa história nem nosso universo, mas sim uma cópia do mesmo.

Se amanhã eu planejar uma viagem para hoje, para dizer olá para mim mesmo, na verdade eu estaria dizendo olá para o meu outro eu, em um outro universo, numa outra realidade. No entanto, supondo que a viagem no tempo for possível, também é interessante para os físicos levantarem a questão sobre as leis da física para impedi-lo.

No próximo episódio iremos nos aprofundar em viagens no tempo explorando um pouco mais a teoria dos Universos Paralelos. Nos veremos novamente semana que vem.

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Confira o segundo episódio clicando aqui!

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