Ultraterrestre (UT) é termo vindo do latim. Está composto de: ultra, “que está além”; + terrestre, “da terra ou a ela referente como matéria”, “denso e transitório”. Por definição, é uma criatura cuja densidade corpórea está além da matéria terrestre, fora dos limites da matéria densa, embora tenha corpo transitório, dotado de ciclo vital limitado. Considerando que os orbes do cosmos foram formados pelos elementos fundamentais que também formaram a Terra, esse tipo de vida, caso exista nas esferas suprafísicas fora da Terra, estaria numa vibração além dos limites da matéria densa tridimensional.

Algumas características dessas criaturas foram relatadas nos contatos ufológicos. O UT é tido como entidade alienígena de outra dimensão, seja deste universo ou de outros, paralelos. Trata-se de uma criatura diferente do espírito. Embora semelhante a ele por ser invisível aos nossos olhos, diferente dele está encarnada numa esfera não-espiritual. Assim como o homem, tem um ciclo vital: nasce, cresce, reproduz, envelhece e morre. Pode viajar pelas várias dimensões do espaço-tempo e materializar seu corpo ultrafísico de modo semelhante ao espírito; contudo, enquanto o espírito o faz por ectoplasmia, usando os fluídos corpóreos do médium, o UT o faz por teleplastia, adensando seu corpo composto de uma espécie de luz, um plasma luzente postado numa oitava acima da vibração sólida, que lhe permite agregar outros substratos e manipular a luz própria com a qual faz quase tudo.

Foi o astrônomo e espiritista francês, Camille Flammarion (1842-1925), quem grafou pela primeira vez o nome “ultraterrestre” numa obra literária. Ele o fez no livro Récits de l’infini, editado na França, em 1872. No Brasil, a obra foi publicada em 1938, pela Federação Espírita Brasileira (FEB), com o título de Narrações do Infinito. Traduzido do francês para o inglês com o nome de Lumen, é encontrado nas livrarias da Europa e monopoliza a atenção dos aficionados. A entidade UT, descrita na “Primeira Narrativa” do livro, causou impressão positiva. Hoje, o termo é usado para definir entidades “menos materiais”, encarnadas em esferas dimensionais de outros mundos. Chico Xavier registrou a existência de tais criaturas, sem citar o nome, no livro Cartas de uma morta. E, no livro Universo Profundo – De Pedro de Campos [Lúmen Editorial, 2003], foi retomada essa designação fazendo novos desenvolvimentos, para consolidar a definição ultraterrestre aqui expressa.

Quem examina as obras da doutrina espírita, nota que Allan Kardec registrou nelas um cosmos de composição quântica, por assim dizer, composto de várias dimensões, dentre as quais: a dimensão do foco inteligente (espírito), a do molde biológico semimaterial (perispírito), a do corpo menos material (encarnação ultraterrestre), a do corpo material sólido (encarnação terrestre e extraterrestre), a do corpo mais material (encarnação em organismos semelhantes a cristais), e ainda outras estratificações distantes do saber humano. Se no século XIX essas dimensões eram inconcebíveis, hoje, porém, elas repontam como possibilidade científica, considerando-se que o mundo da ciência fala na existência de onze ou mais dimensões.

Nelas, haveria uma química sutil e uma física de partículas juntando estruturas numa oitava acima da nossa, formando mundos e entidades vivas numa vibração de requinte apurado. Nessas esferas, os espíritos poderiam formar novas composições corpóreas, plasmar corpos daquele tipo de luz e deles fazer uso para evolucionar em ambiente sublimado. Com os avanços da Física Teórica, tal hipótese reponta como algo pensável, corroborada, inclusive, pelos argumentos incomuns das Escrituras Sagradas, as quais registram que a Terra foi visitada por entidades ultrafísicas com grau avançado de evolução. Se na Antiguidade era impossível o entendimento científico da questão, o mesmo não se pode dizer hoje.

Segundo as entidades codificadoras do espiritismo, o UT está presente também nas dimensões dos planetas do Sistema Solar [LE P.188ndr; A Gên VI:61; XIV:8]. É dito que nessa bioforma incomum o espírito encarna, por assim dizer, para cumprir um ciclo de vida e adquirir experiência numa ordenação de vida sem as dificuldades que a matéria densa proporciona [ESE III:8-18; XXVII:77]. Hoje, embora se cogite teoricamente desse tipo de vida, trata-se ainda de algo totalmente alheio ao saber científico.

Essa entidade incomum, segundo os espíritos, usa de nave etérea, por assim dizer, a chamada “morada de pássaros” [Revista Espírita, FEB, ago. 1858], um engenho construído no mundo das partículas. Viaja num hiperespaço composto de várias dimensões. Pelos contatos, sabe-se que pode converter, por tempo relativo, seu próprio corpo e seus engenhos em massa similar à terrestre, ficando tangível no mundo tridimensional. Essa seria a razão de os nossos instrumentos registrarem a presença de tráfego UFO em certos locais, quase sem chance de positivação concreta pelas autoridades, motivada por rápida desmaterialização e controle eficaz do processo alien.

Na Terra, a comunicação do UT com o homem é feita geralmente por telepatia e clarividência; em estado normal, a entidade não incorpora médium, mas pode fazê-lo ocasionalmente, de modo não ostensivo, caso esteja emancipada do corpo ultrafísico; na nave, geralmente, comunica-se com a alma humana desprendida do corpo, mas pode fazê-lo também materializada; pode se manifestar através de aparelhos, como na chamada TCI-Alien (Transcomunicação Instrumental).

Deve-se ter em mente que o UT não é o ser extraterrestre (ET) procurado pelos pesquisadores científicos, pois se trata de uma inteligência suprafísica. O ET procurado pela ciência seria uma criatura de corpo sólido, evoluído num ambiente tridimensional como a Terra, sem necessidade de ser igual ao homem na aparência e na constituição orgânica. Sendo biologicamente denso, para vir a Terra precisaria fazer uso de “nave espacial”, praticar algum tipo de “teleportação” e vencer as monumentais distâncias interestelares. Não seria um tipo que se materializa como o UT, mas que se transporta para vir à Terra.

Na Ufologia, acredita-se que os ETs poderiam chegar à Terra através dos Warmholes [Buracos de Minhoca], uma formação de tubos no espaço-tempo que permitiria viagens quase instantâneas no cosmos. Os esforços científicos financiados pela tributação do povo são feitos para encontrar ETs de natureza sólida, criaturas que estariam muito distantes do Sistema Solar, mas até agora, nenhum planeta com possibilidade de vida inteligente, algo semelhante à nossa, foi achado. Por lógica, a casuística ufológica seria raríssima. Mas a verdade é que estamos diante de uma enorme fartura de casos, de incontáveis testemunhos de contato e de relatos numerosos de abdução. Diante disso, ao examinarmos as diversas teorias em voga, vemos que a hipótese ultraterrestre leva nítida vantagem sobre as demais. Na atualidade, para a maior parte do público aficionado por Ufologia e que frequenta congressos, os nossos visitantes, em sua maioria, seriam entidades suprafísicas: UTs.

Matéria sugerida pelo amigo César Roberto do nosso grupo no Whatsapp.

Fonte:buscainsolita

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