Em que lugar será encontrada, pela primeira vez, vida inteligente fora de nosso planeta? Dentro da nossa galáxia?

Essas perguntas que fascinam os cientistas e os aficionados pelo assunto do mundo todo poderão ter uma resposta certeira.

[VEJA TAMBÉM: Encontradas ferramentas anteriores à existência de seres humanos]

Dentro da Via Láctea, há zonas estranhas e apaixonantes nas quais se reúnem até um milhão de estrelas em um diâmetro de apenas cem anos-luz: são os aglomerados globulares. Os cientistas conhecem 150 deles, quase todos próximos da periferia galáctica e que, além disso, têm a particularidade de serem extremamente antigos.

Uma pesquisa recente do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics determinou que é em um desses aglomerados globulares onde possivelmente encontraremos vida inteligente. Para começar, os cientistas tiveram que responder a uma pergunta prévia: podem existir planetas em um aglomerado globular? Apesar de suas estrelas serem tão velhas que já não possuem os metais pesados necessários para a confirmação de planetas, os pesquisadores afirmam que foram encontrados planetas ao redor de estrelas com muito menos metais que o nosso Sol, por isso não podemos descartar que existam planetas em aglomerados globulares. E, uma vez que eles deveriam orbitar muito perto de suas estrelas, poderão ter uma sobrevida tão longa quanto a idade atual do universo.

Daí foi tirada a conclusão: uma vida surgida em um planeta de bilhões de anos teve o empo necessário para evoluir até desenvolver uma inteligência. Ao mesmo tempo, dada a proximidade entre as estrelas, um planeta com vida inteligente não demoraria muito para encontrar um modo de comunicação com outro do mesmo aglomerado. Achar planetas em aglomerados globulares, com a tecnologia atual, não é tão simples quanto se pensa, mas, no fim, poderá vir uma grande recompensa.

Fonte: History

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