A busca por vida inteligente fora da Terra sempre esteve presente no imaginário humano.

Ao longo dos anos, o homem desenvolveu várias técnicas, telescópios e radiotelescópios para tentar detectar extraterrestres. Mas será que em algum ponto do universo não estariam os ETs fazendo a mesma coisa?

É com esta hipótese que trabalha a dupla René Heller e Ralph Pudritz, do Instituto Max Planck, na Alemanha. Eles acreditam que é possível otimizar essa busca por vida inteligente alienígena invertendo o raciocínio usado até agora para procurar pelos ETs.

Técnicas de busca

A técnica mais utilizada atualmente visa a chamada zona habitável das estrelas, onde os exoplanetas possuem temperaturas capazes de manter água em estado líquido; e a técnica do trânsito planetário, na qual o exoplaneta é detectado quando passa à frente de sua estrela em relação à Terra, o que causa uma pequena variação no brilho da estrela.

Mas e se observadores extraterrestres também estiverem procurando por vida inteligente usando estes mesmos métodos? Então, podemos concentrar nossas buscas em uma área onde os habitantes de um exoplaneta também conseguiriam nos detectar pela técnica do trânsito.

82 estrelas

Um levantamento inicial indicou cerca de 100 mil estrelas que podem ter planetas na posição adequada para ver a Terra pela técnica do trânsito. Os pesquisadores ainda levaram em conta a idade das estrelas e restringiram a distância máxima às nossas vizinhanças cósmicas. O resultado foi uma lista de 82 estrelas parecidas com o Sol que atendem aos critérios para que hipotéticos habitantes de um exoplaneta possam nos encontrar.

“É impossível prever se os extraterrestres usam as mesmas técnicas observacionais que nós. Mas eles têm de lidar com os mesmos princípios físicos que nós, e os trânsitos solares da Terra são um método óbvio para nos detectar”, afirmou Heller.

Fonte: History

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