A sonda especial Rosetta foi lançada ao espaço em março de 2004 pela Agência Espacial Europeia com o objetivo de acompanhar e estudar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Após dez anos de viagem, em 2014 ela entrou na órbita do cometa, e o módulo Philae se desprendeu da sonda Rosetta para aterrissar com sucesso na superfície da rocha espacial para analisar a composição mineral do corpo celeste.

Durante sua viagem, Rosetta enviou à Terra mais de 100 mil imagens do cometa. E graças aos dados coletados, os cientistas possuem agora informações valiosíssimas sobre as origens do Sistema Solar.

Depois de quase 12 anos de uma campanha bem-sucedida, os pesquisadores decidiram desviar a trajetória da sonda, fazê-la aterrissar no 67P e desligar seus sistemas. Um dos responsáveis pela missão, Matt Tyler, explicou em uma entrevista concedida à BBC a decisão de desativar Rosetta: “É como essas bandas de rock dos anos 60. Não queremos fazer uma turnê de retorno. Queremos, em vez disso, nos aposentar agora com verdadeiro estilo roqueiro”.

As últimas fotos enviadas pela sonda antes de se chocar contra a superfície do cometa mostram imagens detalhadas do relevo acidentado do 67P. O coordenador da missão, Patrick Martin, declarou, após a publicação das fotos finais: “Adeus, Rosetta, você fez seu trabalho. Isso foi a ciência espacial dando o seu melhor”.


Fonte: BBC

Imagem destaque: Elenarts/Shutterstock.com

Imagens do corpo do texto: Agência Espacial Europeia

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